domingo, 30 de janeiro de 2011

E o enólogo se foi...

Aula da Saudade - Turma VE-03
Hoje o Vale do São Francisco amanheceu mais triste. Motivo? O MELHOR professor de vitivinicultura do Vale se foi. É ele partiu, se eu não me engano, foi morar em São Roque - SP. O melhor de tudo foi a despedida, que eu não fui, pois não queria borrar toda minha maquiagem, já que todos sabem que choro por qualquer coisinha.
            Na verdade não fui, pois, não sei e não me interessa saber quem, marcou a despedida de um dia para o outro, em um horário que não se encaixava no meu, para falar a verdade não se encaixava no horário de muitos, o pior foi o local onde marcaram, em um dos restaurantes mais caros da cidade, acredito que esqueceram que estamos no final do mês e que neste período as vacas estão magras.
            Pois é Fábio Lenk, o nosso querido professor foi-se! E vai deixar saudades aprendi muito com ele, não só sobre a vitivinicultura, mas sobre a vida, o profe, me ensinou bastante, os palavrões que conheço e digo aprendi com ele... essa criatura me deu muitas caronas, me incentivou, se mostrou disponível em diversos momentos,  mostrou que sou capaz, ou melhor, que somos capazes, já que ele apoiou muitos alunos, através dele conheci muitas pessoas, aprendi a gostar do laboratório, me deu tantos conselhos ...fico por aqui as lágrimas começam a descer.

Ao professor desejo uma boa viagem, sucesso e felicidade para ele e vossa família nessa nova vida.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Enólogo sofre, mas é feliz


Ser estudante de Viticultura e Enologia, não é nada fácil, mas são esses momentos que fazem tudo valer a pena...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cultivo orgânico - Bianchetti Tedesco


      Situado em Pernambuco, Lagoa Grande dá inicio para tornar-se um dos mais importantes produtores vitivínicola do Brasil. Responsável por 95% da uva de mesa exportada pelo Brasil e pela produção de 5 milhões de litros de vinho por ano, essa região vem se destacando como modelo de desenvolvimento da vitivinicultura para o Nordeste.
      A região pernambucana/baiana já detém 15% do mercado nacional e emprega diretamente 30 mil pessoas no Vale do São Francisco, única região do mundo que produz duas safras anuais. (Site do vinho brasileiro)
      Em 2004, a Adega Bianchetti transformou todo seu cultivo de uva convencional para orgânico, pensando tanto no bem estar de seus trabalhadores, na preservação do meio ambiente e em produtos saudáveis, para atender consumidores preocupados com melhor qualidade de vida.
      Sendo também um grande desafio para se provar que é possível produzir-se de forma natural, sem utilização de agrotóxicos e produtos químicos, até mesmo em situações bastante adversas. Devido a dedicação, a empresa que foi certificada pelo IBD-Instituto Biodinâmico lançou em 2008, os primeiros vinhos orgânicos do Nordeste. (TEDESCO,2010)
A agroecologia surgiu em meados dos anos noventa e consiste em um conjunto de técnicas para a produção de alimentos saudáveis, utilizando os recursos naturais de forma racional. AMBIENTE BRASIL)
      A Agroecologia é uma nova abordagem da agricultura que integra diversos aspectos agronômicos, ecológicos e socioeconômicos, na avaliação dos efeitos das técnicas agrícolas sobre a produção de alimentos e na sociedade como um todo.(AMBIENTE BRASIL)
      A produção orgânica surgiu a partir de duas tendências: a primeira é o novo conceito de vida de consumo de produtos naturais, a segunda a consciência ecológica que está cada vez mais presente nos dias de hoje, combatendo os problemas oriundos da agricultura tradicional, degradação do solo, uso de defensivos químicos nas plantas e conseqüentemente o desequilíbrio do meio ambiente. (BISOGNI, 2010)
      A produção orgânica cresce de 20 a 30% ao ano, estima-se que o comércio mundial movimente 20 bilhões de dólares. A agroecologia ou orgânica engloba modernas ramificações e especializações, como a: agricultura biodinâmica, agricultura ecológica, agricultura natural, agricultura orgânica, os sistemas agro-florestais, etc.
     Os vinhos biodinâmicos têm sido aclamados pelo seus aromas, bouquets e texturas. O não uso de agrotóxicos permite o surgimento de fungos naturais durante o cultivo e posterior fermentação que dão qualidade e aroma regionais únicos. Os preparados biodinâmicos conferem aos vinhos vitalidade, autenticidade e individualidade do “terroir” especiais. Vários são os vinhos premiados atualmente. (IBD)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Hino a Ísis


Porque eu sou a primeira e a ultima
Eu sou a venerada e a desprezada
Eu sou a prostituta e a santa
Eu sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filha
Eu sou os braços de minha mãe
Eu sou a estéril, e numerosos são meus filhos
Eu sou abem-casada e a solteira
Eu sou a que dá a luz e que jamais procriou
Eu sou a consolação das dores do parto
Eu sou a esposa e o esposo
E foi meu homem que me criou
Eu sou a mãe o meu pai
Sou a irmã do meu marido
E ele é meu filho rejeitado
Respeitem-me sempre
Porque sou a escandalosa e a magnífica

Hino a Isis, século III ou Iv descoberto em Nag Hammadi

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O básico sobre: Análise sensorial


Uma análise sensorial consiste em avaliar um produto no qual se utiliza todos os órgãos do sentido, ou seja, visão, olfato, audição, paladar e tato, sem engolir o produto necessariamente, isso não é apenas para o vinho, mas sim para todo tipo de alimento e para o sucesso de uma análise deve-se estar preparado. Splendor (2003) afirma que:

Aprender a beber vinho é uma arte que necessita de conhecimentos vastos, momentos de ouvir, de leitura, observar os experimentos para com o tempo, adquirir habilidades e sensibilidade para tarefa tão convidativa, porém que necessita de precaução e de preparo para o julgamento. (p. 151)

Para a degustação deve-se utilizar a taça ISO, pois esta apresenta um formato que concentra os aromas e direciona o vinho para o centro da língua, fazendo que os elementos que compõe o vinho sejam percebidos de forma harmônica. O ambiente deve ser iluminado, com mesas brancas e não apresentar cheiros.
Deve-se segurar a taça pela a haste, incliná-la formando um ângulo de 45° e visualizar a cor, transparência, limpidez, fluidez, efervescência, densidade e nuance, segundo Splendor (2003) “a visão possibilita conhecer se estamos diante de uma amostra de vinho tranqüilo, espumante, licoroso, composto, ou diante de uma amostra de cerveja, café, água ou aguardente.” (p. 170)
Em um vinho límpido as bordas ficam nítidas, a cor é mais perceptível sobre um fundo branco, no qual se permite visualizar a vivacidade e tonalidade. A densidade é observada ao se realizar um movimento rotativo da taça no qual são visto pequenos arcos, também conhecidos como lágrima ou efeito Marangoni que consiste em um fenômeno de tensão superficial ocasionado pela evaporação do álcool. (SPLENDOR, p. 171, 2003)
Em vinhos espumantes observa-se a intensidade, duração e fineza das bolhas de gás carbônico que saem da taça.
No olfato avalia-se a intensidade, fineza e persistência dos aromas. Sem agitar a taça, deve-se colocar o nariz dentro dela e aspirar os aromas mais voláteis ao seguir deve-se agitar a taça para desprender os aromas menos voláteis, segundo Splendor (2003, p. 177) “essa agitação facilita a aeração do produto e a eliminação do gás dissolvido, sobretudo  por uma abertura olfativa. Dessa maneira obtêm-se uma maior clareza do produto em ensaio, compreendendo suas características”. Após alguns minutos com a taça em repouso analisa-se a evolução dos constituintes aromáticos e após o copo vazio avalia-se a evolução das substancias aromáticas, a sua conservação e durabilidade.
Splendor (2003, p. 165-166) diz que

A audição é o sentido que, na maioria das vezes, ignora-se a sua importância. Especialmente o serviço do vinho nos indica o estado sanitário da bebida. Quando a bebida é sadia, em particular o vinho, percebe-se um som que na sensibilidade faz chamar a atenção pelo eco provocado desde a retirada da rolha a colocação da taça.

A audição diz respeito à sonoridade, intensidade e a persistência das borbulhas de gás carbônico que se desprendem da taça dos vinhos espumantes.
A língua apresenta pequenas protuberâncias denominadas papilas no qual elas são responsáveis por perceber os sabores, sendo que a ponta da língua é muito sensível as substâncias doces, mas acima delas a salgada, na lateral sente-se o sabor ácido e na região próximo a garganta sentimos o amargo. (SPLENDOR, 2003. p. 181)
O paladar é um sentido fundamental na análise sensorial, por isso deve-se colocar uma quantidade de vinho que não seja pouca para que não se misture a saliva e nem muita impedindo a movimentação do vinho na boca, este deve ser espalhado por toda a cavidade bucal para serem percebidas todas as sensações.
Dentre as sensações destacamos o ataque que é a primeira sensação a ser percebida geralmente é doce ou ácida, em seguida temos o corpo que está ligado a estrutura no qual os vinhos tintos são mais estruturados devido a presença dos taninos, temos também a persistência que é a duração do vinho na boca, ou seja, sua evolução, há o fim de boca que é a característica que aparece no fim da análise sensorial antes de engolir ou ejetar o vinho e por fim o retrogosto que consiste na característica  sentida após tomar o vinho.

O tato é o sentido que possibilita identificar a qualidade sensível dos objetos externos. É através desse sentido que se detecta um corpo, sente-se a temperatura, o grau de polimento e ainda sua consistência e outras qualidades físicas. Mede o corpo, a estrutura e o equilíbrio. A influência sobre a saliva é percebida pela causticidade, o calor, a adstringência dos taninos. (SPLENDOR, 2003, p. 163-164)

De acordo com Splendor (2003, p. 164) ”sempre que provamos um vinho, pelo tato, podemos distinguir essencialmente três sensações: a térmica, a química e tátil”. A adstringência é uma das sensações tácteis percebidas, ela não deve ser muita, pois agride as mucosas dos lábios e bochechas.
Splendor (2003, p 151) diz que para entender o vinho deve-se treinar constantemente, conhecendo as inúmeras qualidades de vinho, no qual o ato de beber parece simples, mas deve-se ter mais atenção na percepção e para isso é necessário conhecimento tecnológico.

Referência:
SPLENDOR, F. Análise sensorial. In:­ SPLENDOR, F (org.).; CABIROL, J. L. Vinhos: degustação e serviço, saúde, enoturismo – licores. Caxias do Sul: EDUCS, 2003. cap. 6, p.135-189

domingo, 2 de janeiro de 2011